A segunda vez que andei de avião, foi também a primeira. A primeira em que andei de avião sozinha.
Estava no secundário e adorava (com ainda hoje) História da Arte. Ao ler uma revista, vi que ia estar uma grande exposição de Cézanne na National Gallery, em Londres.
Meti na cabeça que tinha de ir e fui. Mais um grupo de amigos que consegui reunir.
A viagem foi curta porque foi marcada em cima da hora (quase consigo reviver o que senti por marcar as coisas de um dia para o outro).
Chegamos a Londres de madrugada e fomos para um Hostel para descansar um bocadinho.
Depois de tomarmos um pequeno-almoço reforçado, saímos e decidimos que íamos fazer tudo a pé. Como nessa madrugada já voltávamos para Portugal, tinhamos de aproveitar ao máximo para ver e respirar aquela cidade. A nossa paragem obrigatória era a National Gallery.
Apesar de ter sido apenas um só dia, foi aproveitado ao máximo!
Fomos visitar o Palácio de Buckingham, o Hyde Park, vimos o render da guarda, tiramos muitas fotos junto ao Big Ben, visitamos a Catedral de S. Paulo e a abadia de Westminster. Para além da exposição de Cézanne e da restante colecção da National Gallery (magnífica!).





Foi neste museu que também quase tive a minha primeira arritmia. A altura da viagem foi também a altura de todo o furor pelo livro do Código da Vinci de Dan Brown. Sem que eu estivesse à espera, dou de caras com umas das Madonnas dos Rochedos, numa sala dedicada a Leonardo. Não sei se as obras de arte tem esse efeito nas demais pessoas, mas em mim deixam-me atordoada, fazem-me sentir muito pequenina perante tamanhos génios. Seja qual for o tipo de arte: escultura, arquitectura, pintura, dança, música,... .
Ao fim do dia, voltamos para o aeroporto e esperamos pelo nosso avião (não aconselho a dormir no aeroporto).
Como foi uma visita a correr, é cidade para voltar e conhecer com mais calma!