É isto

Uma pessoa minha conhecida está agora a entrar num processo de divórcio. A sua maior luta é ficar totalmente com a criança, ainda pequena. Não quer que o pai tenha mais do que os fins de semana para visitar a criança. Férias está fora de questão, bem como Natáis e Páscoas, a não ser com ela, a mãe. A proposta que está em cima da mesa é uma semana em casa de um, uma semana na casa do ourto. Mas ela não aceita, porque tem direito a ter a criança sempre com ela e porque isso pode ser traumático.
Eu sei que mãe é mãe, mas pai também é pai! Não gosto do discurso de que "andei com ele na barriga logo gosto mais dele". O pai não gosta da mesma forma? Não sente saudades do filho? Não gostava de o ter sempre presente na sua vida? Não tem esse direito?
Não gosto e não aceito esse discurso! Mas à minha volta é só mulheres que pensam assim. O pai tem de ser sempre privado de estar e de viver com o seu filho. Ora então, o pai é homem e os homens não amam, não têm saudades, não sentem falta, não sabem cuidar, não sabem criar e educar uma criança. Mas a mãe sabe. E sabe como? Porque é mulher e mãe!
Mas nós após sermos mães sofremos algum upgrade na maternidade que nos dá mais habilitações? Ficamos mais qualificadas a cuidar melhor de uma criança que um homem só por termos dado à luz?
O que me parece é que aqui há é um grande egoísmo por parte destas mulheres. No fundo, e como dizem alguns psicólogos, a mulher entende que dá o filho ao marido. Quando a figura do marido deixa de existir, elas tiram aquilo que lhe deram. Talvez para castigar, punir. De uma forma inconsciente, claro.
A semana que passou, nisto da crise e da política, foi uma autêntica palhaçada.
Como é que é possível que eles possam pôr e dispôr, sem serem responsabilizados pelas consequências graves que trazem para o País?
Não acredito que o Portas não estava plenamente ciente do que ia acontecer. Mas então, o que é que ele ganha com isso? O que é que ele ganha em o país estar cada vez mais próximo de se afundar em mais dificuldades e sacrifícios?
E depois é ver de "oposição" como autênticos abutres, à espera que o governo caia para ficarem no poleiro. Mas esta malta não sabe que o pior que nos poderia acontecer agora era novas eleições? Com novas eleições é mais do que certo um novo resgate. Assim é que isto ia chegar ao nível da Grécia!
Esta última semana foi uma grande confusão. Mas deu, pelo menos, para firmar a certeza de que 90% (no mínimo) dos que nos governam não servem mesmo para nada.
Aquele momento em que ouves "não sei como é que entregaram a remodelação dos Aliados ao Siza Vieira, não sei onde é que ele demonstrou que é um arquitecto merecedor."
Durante um exame, colega pede que lhe passe a folha de rascunhos quando vou a sair.
Mando mensagem ao colega a perguntar se o meu rascunho serviu.
Colega diz "Mais ou menos. Eu não sabia nada para o exame, vim porque me convenceram, mas já sei que vou ter de ir a recurso. Para além disso também não me sinto bem a copiar."
Saem as notas. Eu 12. Colega 16.
Estado do colega no Facebook: "Finalmente férias!"
Voltar a ler última frase da primeira citação.
Por vezes fico a pensar no que é que as pessoas têm na cabeça.
Ainda há dias, conversando com um colega, ele dizia que não fazia a mínima ideia em que é que se ia empregar com a licenciatura que andamos a tirar. De certa forma, faltando apenas um ano para o fim, é normal que uma pessoa pense nisto. Com as notícias que nos entram todos os dias pela casa dentro, não é de estranhar que uma pessoa tenha essas dúvidas.
De estranhar, é quando essa mesma pessoa continua a conversa dizendo, e passo a citar, "é melhor mandar-me lá para fora, para procurar oportunidades."
Oportunidades? Mas quais oportunidades? Se tu nem sabes, nem tens uma nano-mini-micro-ideia daquilo que vais fazer com o canudo na mão, vais à procura de quê exactamente? Todos os meus amigos que sairam do país já tinham ou uma ideia do que iam procurar ou sairam de Portugal com alguma coisa, mesmo que incerta, para se agarrarem! Como é que alguém que não sabe o que procurar em Portugal, sabe o que procurar no estrangeiro?
Fico e pensar, no que é que estas pessoas têm na cabeça. Em que é que pensam, se pensam, ou se apenas dizem um conjunto de frases que vão colhendo do que vão ouvindo os outros dizerem.
Espero que isto siga em frente e que os funcionários públicos sustentem totalmente o seu sistema de saúde.
Aí sim, temos uma igualdade entre todos os contribuintes! Pelo menos no campo da saúde.
1,5% de desconto para a ADSE não é suficiente. Num ordenado de 600€ são 9€. E esse valor não paga aquilo que usufruem ou podem usufruir da ADSE. Não esqueçamos que não é só o funcionário público que tem direito, mas sim os seus ascendentes e descendentes. Se estivermos a falar de 5 pessoas, no mínimo, 9€ por mês é um valor patético!
E para além de patético, é uma falta de respeito, uma hipocrisia, andarem a "lutar" pelos vossos direitos quando esses mesmos direitos são mantidos e sustentados pelo privado que, cada vez mais, tem de cortar no seu dia-a-dia para pagar os impostos! Impostos esses que vos pagam os "direitos"!
Volta e meia, ouvimos coisas que nos dão vontade de... Eu nem sei bem de quê.
Nem sei se me dão vontade de rir ou de olhar embasbacada.
Vou partilhar com vocês:
Situação: Conversa com pessoa que nunca fez desporto na vida (elas existem) a não ser as aulas de educação física.
"Ai que não posso fazer desporto porque sou asmática e não aguento."
"Ontem fiz agachamentos em casa e as minhas pernas já estão mais firmes e tonificadas."
Pois, exacto.
Amanhã mais uma greve geral.
Sabem que mais? Estou cansada de falar das greves, cansada de ver que as pessoas continuam a acreditar que é com isso que alguma coisa muda, cansada de todos os meses todo e qualquer serviço (público, é claro!) fazer greve.
Se já lutam desta forma neste tempo todo e nada funcionou, porque é que não experimentam lutar de outra forma?
Já pensaram que pode ser o toque de caixa, um sinal divino, para que façam as coisas de outra forma?
Não voltem com a conversa de que estão muito mal porque só o facto de estarem a fazer greve significa uma coisa: vocês têm trabalho!!!
E mais ainda, o vosso trabalho é mais "seguro" que o dos restantes. Pelo menos, se forem despedidos o Estado não pode, nem vai ficar em dívida com vocês no que toca a pagar as contas finais de um contracto.
Já de uma pequena empresa, que faz uma ginástica louca para conseguir manter os postos de trabalho (ou o posto), não se pode dizer o mesmo.
Eu sei que se isso não acontecer, o patrão pode pagar em parcelas ou é penhorado. Mas se ele não tiver tusto nem bens para penhorar, esses trabalhadores vão ficar "a arder"! Ou vão andar em tribunal para receberem o de direito. Mas vocês sabem a rapidez com que a justiça funciona, por isso.
Mas não vamos fazer mais comparações que os funcionários públicos não gostam disso. Gostam de ser tratados como iguais. Só nas regalias e nos salários mais elevados é que já acham que podem estar um bocadinho acima da média.
Sugiro que se juntem todos e pensem em alternativas de luta à greve.