Pais separados

Uma pessoa minha conhecida está agora a entrar num processo de divórcio. A sua maior luta é ficar totalmente com a criança, ainda pequena. Não quer que o pai tenha mais do que os fins de semana para visitar a criança. Férias está fora de questão, bem como Natáis e Páscoas, a não ser com ela, a mãe. A proposta que está em cima da mesa é uma semana em casa de um, uma semana na casa do ourto. Mas ela não aceita, porque tem direito a ter a criança sempre com ela e porque isso pode ser traumático.

 

Eu sei que mãe é mãe, mas pai também é pai! Não gosto do discurso de que "andei com ele na barriga logo gosto mais dele". O pai não gosta da mesma forma? Não sente saudades do filho? Não gostava de o ter sempre presente na sua vida? Não tem esse direito?

 

Não gosto e não aceito esse discurso! Mas à minha volta é só mulheres que pensam assim. O pai tem de ser sempre privado de estar e de viver com o seu filho. Ora então, o pai é homem e os homens não amam, não têm saudades, não sentem falta, não sabem cuidar, não sabem criar e educar uma criança. Mas a mãe sabe. E sabe como? Porque é mulher e mãe!

 

Mas nós após sermos mães sofremos algum upgrade na maternidade que nos dá mais habilitações? Ficamos mais qualificadas a cuidar melhor de uma criança que um homem só por termos dado à luz?

 

O que me parece é que aqui há é um grande egoísmo por parte destas mulheres. No fundo, e como dizem alguns psicólogos, a mulher entende que dá o filho ao marido. Quando a figura do marido deixa de existir, elas tiram aquilo que lhe deram. Talvez para castigar, punir. De uma forma inconsciente, claro. 

publicado por naoseiquenome às 18:00 | link do post | comentar