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Antes, a Pipoca Mais Doce tecia comentários sobre os outfits do jet set nacional, sempre que havia um evento de relevo.
Agora não o faz, porque "como estamos em Portugal e a malta confunde piadas a trapos com ataques pessoais, vou mas é ficar caladinha, a rir-me sozinha" (in Facebook).
A Pipoca Mais Doce, quando não gosta de coisas que lhe dizem, comentários que lhe fazem, ou até se forem dirigidos a pessoas que conhece, elabora uma publicação onde explica a situação como se se tivesse tratado de um ataque pessoal. Ocorre-me agora o caso da Pepa.
Parece-me antes, que depois de ter colocado o pé na argola com aquela situação dos Oscares, a Pipoca prefere estar calada a correr o risco de voltar cair numa situação infeliz.
Se não tens nada melhor para dizer que o silêncio, então cala-te.

É uma das frutas que mais gosto.
Mas gosto dos portugueses, pequeninos e com um cheiro que só os de Portugal têem.
Mal se abre o saco da frutaria, a cozinha é invadida pelo seu cheiro.
Só como fruta da época.
Não gosto nada das modernices de comer frutas fora das estações delas.
Para além de não ser bom para o ambiente, não é a mesma coisa. A fruta não tem o mesmo sabor. A mesma cor. O mesmo perfume.
É preciso saber esperar.
As estações passam a ganhar o sabor e o cheiro de uma (ou mais frutas)!
Parece que o Sol e os dias solarengos vieram para ficar.
Adoro montar a mesa do jardim, o guarda-sol e vir cá para fora estudar.

Boçal - Que ou quem tem pouca educação, pouca inteligência ou pouca delicadeza.
Descobri a palavra que qualifica as pessoas com quem me tenho deparado ultimamente.
Mas em vez do "ou" acho que o mais adequado é o "e".
Viva a DGES e os Serviços de Acção Social das Universidades que pagam bolsas de estudo para os bolseiros comprarem prendas de aniversário de qualquer tipo!
Viva as pessoas que apontam o dedo áquelas que gastam o dinheiro das bolsas em saídas à noite e copos, mas que não apontam para elas mesmas quando gastam esse dinheiro em prendas de aniversário de qualquer tipo!
Eu também aponto o dedo?? Claro que aponto!
Aponto aos que gastam em tudo, menos nas coisas que (supostamente) a bolsa de estudo que recebem serve para pagar, sem falar das propinas: livros, fotocópias, cadernos, passes.
E aponto aos que apontam o dedo aos outros quando fazem exactamente o mesmo, mas se esquecem de se incluir nesse grupo.
E depois ainda se vêem lamentar e bater a mão no peito que são muito pobrezinhos.
São pobres são. De espírito!

"Ai e tal sou muito feminina, por isso não gosto de carros."
Isto ouvi eu à dias.
Não é que eu seja um piloto ou uma grande entendida em carros, mas sei o mínimo das diferentes marcas (não digo que um Porsche é um Peugeot!) e sem mais um bocado daqueles que gosto.
Não acho que saber um bocado de carros faz com que uma mulher seja menos feminina.
Pelo contrário.
Acredito que uma mulher que não seja uma ignorante (neste e em outros temas), torna-se uma mulher mais interessante.
E também não é por saber só de pinturas e trapos que uma mulher se torna mais feminina.
Até acaba por reforçar a ideia que "as mulheres só dão para isso".
Mas, por um lado, ainda bem que existem as que pensam assim ;)
Outra "espécie" que não gosto nada são os penduras. Os cravas. Os "à gola".
Aqueles que esperam que os outros sejam o meio de fazerem alguma coisa.
Uma coisa é dar boleia a um colega. Outra é esse colega só fazer as coisas dele se nós o levarmos.
Não gosto de pessoas que se deixam ficar naquele limbo da medianice à espera de uma migalha dos outros.
Fico paralisada e sem saber o que pensar perante a ignorância das pessoas.
Se uma pessoa não sabe porque não tem ou não teve acesso, é claro que compreendo.
Não compreendo é a restante.
Fico sem saber o que dizer e como reagir quando estou perante uma situação em que as pessoas demonstram o quão ignorantes são.
Não sei se choro, por pena, ou se me rio, pelo ridículo da situação.
Normalmente, as únicas coisas que digo é que é grave. Muito grave.
Não se saberem coisas de âmbito geral, como também se fazerem as perguntas mais escabrosas da área em que se está.
Poseur - s. que tenta impressionar; que finge; wannabe; pessoa afectada ou pouco sincera, que nunca está à vontade consigo mesma nem com aqueles que deseja impressionar; alguém que se esforça demasiado por parecer algo que não é; indivíduo inseguro, invejoso e ressabiado que procura a todo o custo fazer-se passar por integrante de determinado círculo ou subcultura, sem lhe compreender os princípios; alguém que muda de estilo e de discurso a cada seis meses; copião; que age de forma inconsistente com o seu verdadeiro eu e finge qualidades que não tem; que carece de naturalidade; que não é genuíno. Defeito muitas vezes associado à arte de ser arrivista (indivíduo ambicioso que deseja subir socialmente usando quaisquer recursos, inclusive aqueles que a própria sociedade condena...) a carreirismo, oportunismo, bajulação barata e alpinismo social.
Encontrei a definição que me faltava.
Obrigada Sissi.